
Le parc, choregraphed by Angelin Preljocaj danced by Laetitia Pujol, Prize winner Prix de Lausanne 1992, Principal of the Ballet de l’Opéra national de Paris and Florian Magnenet, first soloist of the Ballet de l’Opéra national de Paris Photograph : Gregory Batardon - Via Ballet News
Por Juliana Araújo
Le Parc é um dos mais sublime ballets que eu já vi. Quando fui à gala du 100o aniversário de Galina Ulanova no ano passado, esta peça foi uma das grandes surpresas da noite, a qual foi dançada por Vladimir Malakhov e Nadja Saidakova.
Eu já tinha ficado impressionada quando vi o ensaio de Aurélie Dupont e Manuel Legris no filme l’espace d’un instant; e fiquei ainda mais emocionada quando a vi pela primeira vez no teatro.
A peça traz a marca da sensualidade ousada de Angelin Preljocaj e eu acho que a sua genialidade está na sensibilidade em lidar com as questões do amor de uma maneira tão delicada.
Quando vi este anúncio sendo circulado hoje no Facebook, eu não fui capaz de evitar de escrever um post aqui.
As filmagens ocorreram em um deserto no Marrocos, sem nenhum efeito especial, mas com o céu refletido em um espelho de 400 metros quadrados, com Benjamin Millepied e Virginie Caussin como protagonistas.
A idéia desta publicidade é passar ao público, uma noção de eficiência e confiança que a Air France pode proporcionar, através de uma história de amor.
Viva a França!
Segue abaixo a montagem do comercial e uma curta entrevista de Angelin Preljocaj e Benjamin Millepied sobre as filmagens; e no fim da página, veja um vídeo de Isabelle Guérin e Laurent Hilaire que fizeram a peça original.
Angelin Preljocaj: ”A idéia é primeiro ser capaz de filmar em condições absolutamente ideais, quase como uma fantasia, um momento de dança, com este cenário natural e uma superfície espelhada. Na verdade, é como um sonho.
Entrevistador: Por que filmar no meio de um deserto?
Porque acima de nós está o céu. E por isso é perfeito para toda as razões; nos encontramos entre o céu e o céu. Uma vez que essa era a idéia. Para ter-se este espelho, e que este espelho não refletisse um teto de estúdio, ou uma tela pintada. Mas um céu realmente genuíno. Além disso, a qualidade da luz não pode ser encontrada em outros lugares, a não ser no deserto.
E onde até mesmo os sinais mais extremamente estranhos que às vezes podem aparecer, como por exemplo, durante dois dias antes da filmagem, houve tempestades de areia de verdade; o que realmente funciona como uma lição de humildade, porque, de repente, sentimos que a natureza ali, é quem decide se quer ou não quer.
Você pode ler este dueto no contexto dramático do ballet Le Parc, do qual esta é um extrato.
No entanto, podemos interpretá-la através uma perspectiva de viagem, porque no Le Parc é uma história de amor, enquanto que aqui é mais uma história de viagem, uma história de confiança. Estes valores são traduzidos aqui, e eu diria resgatados no sentido positivo da palavra, para evocar as qualidades da Air France. Há a confiança, a entrega, e a tranqüilidade, elementos que podem ser encontrados na coreografia
Benjamin Millepied: Acho que há uma verdadeira pureza na idéia, com este encontro, com esta elevação, o que é sublime, inesperado. É um momento mágico. Certamente, fazê-lo em um deserto, sobre em um espelho, torna-se ainda mais inesperado, tranquilo e requintado.”



