“O que eu admiro nos bailarinos do New York City Ballet é a complexidade rítmica deles. Você pode ver todos os tons de ritmo em seus corpos. Com os russos, o que se vê é uma linha melódica em suas danças, uma expressividade da parte superior do corpo que traz o outro lado do trabalho. No ABT, os balarinos têm um pouco dos dois. Isso é bom. Posso brincar”. - Alexei Ratmansky
O governo de Lyon promoveu a 15ª Bienal da Dança de 13 a 30 de setembro último, um dos maiores festivais de dança da região. O evento em larga escala conseguiu envolver grande parte da população – mais de 98.000 participantes — lotou ruas e praças.
O evento promoveu a dança na cidade e também ofereceu cursos gratuitos de dança para a população. Além disso, houve uma homenagem às produções do teatro musical ao exibir filmes de diversas produções tais como Grease, Hair, entre outros. O encontro também promoveu discussões e debates entre diretores, coreógrafos, bailarinos e empresários sobre a criação do cinema de dança.
Com um programa extremamente variado, a Bienal incluíu workshops de hip hop, dança africana, dança irlandesa, competição de fotografias, mostra de novos trabalhos coreográficos além da realização de espetáculos de dança contemporânea e divulgação de diversos projetos. Enfim, um banquete de oportunidades.
Para os profissionais da dança e aspirantes, a bienal serve como uma excelente plataforma de expansão da atividade artística. Com certeza muitos muitos talentos serão descobertos e muitos projetos serão desenvolvidos no futuro.
Para os leigos, é uma grande oportunidade de descobrir a magia da dança, se engajar, desenvolver a conscência do corpo ou apenas se divertir.
Ah, como seria bom se todos os governos promovessem eventos como estes. Como seria bom se o destino de nossos bailarinos não dependessem da boa vontade de políticos que só promovem a dança quando a arte serve para atender aos seus interesses políticos e pessoais.
A dança contagia, é interativa, realiza sonhos, gera receitas e empregos, promove o turismo … ou será que alguém mais duvida do poder transformador da dança?
“A técnica clássica é a base, o fundamento de todo o nosso trabalho na Ópera de Paris. Através desta base, eles vão além e mostram que a dança não é uma forma velha e empoeirada de arte, mas relaciona-se com o hoje. Eu vejo a dança como a arte de hoje.” - Brigitte Lefrèvre
Tendo sucedido Patrick Dupont em 1995, Brigitte Lefèvre, diretora de dança do Ballet da Opera de Paris, anuncia a sua aposentadoria em 2014. Agora é oficial! O processo de sucessão está aberto e o nome novo diretor será divulgado em março pelo diretor da Ópera Nicolas Joel. A programacao de 2014/2015 ja está alinhavada e espera-se que o processo de transição seja tranquilo sem grande impacto na vida dos bailarinos.
Há rumores de que Laurent Hilaire, moldado por Nureyev, poderá ser um dos nomeados. Entretanto, o carismático Nicolas Le Riche também poderá ser considerado para a sucessão. William Forsythe e Alexei Ratmansky já foram mencionados pela media. Embora tenham realizado trabalhos para a Companhia, muitos acham que a nomeação dos coreógrafos será improvável.
Embora a direção de Lefrèvre tenha incluído obras de grandes coreógrafos variando de Serge Lifar a Wayne McGregor, o legado de Nureyev ainda sobrevive imortalizado em suas grandes produções tais como Romeu e Julieta, Raymonda, Cinderela e claro, a famosa montagem de La Bayadère.
Em tempos de recessão, quem quer que seja o novo diretor terá grandes desafios pela frente tais como renovar o casting, encher as salas de espetáculos, rever o repertório da Companhia, e investir em novos talentos, uma vez que o Ballet é responsável por gerar grande parte da receita da Ópera.
“La technique classique est la base, le fondement, pour tout notre travail à l’Opéra de Paris. Grâce à cette fondation Ils vont au-delà et de montrer que la danse n’est pas une forme d’art poussiéreux mais concerne aujourd’hui. Je vois l’art de la danse d’aujourd’hui.” - Brigitte Lefrèvre
Ayant remplacé Patrick Dupont en 1995, Brigitte Lefèvre, la directrice de la danse du Ballet de l’Opéra de Paris a annoncé sa retraite en 2014.
Maintenant, c’est officiel! Le processus de succession est désormais ouvert et le nom du nouveau directeur sera annoncé en Mars par le directeur de l`Opéra Nicolas Joel. La programmation de 2014/2015 est déjà piqué et on espère que le processus de transition sera calm sans grand impact dans la vie des danseurs.
Il y a des rumeurs que Laurent Hilaire, façonné par Nureyev, pourra être l’un des canditats. Toutefois, le charismatique Nicolas Le Riche pourra également être consideré pour le role. William Forsythe et Alexei Ratmansky a ont déjà été évoqué par les médias. Bien qu’ils aient travaillé pour la Compagnie, beaucoup trouvent que la nomination des chorégraphes sera peu probable.
En période de récession, quel que soit le nouveau directeur, il ou elle aura des grands défis à venir tels que le renouvellement du casting, la remplissage de les salles de spetacles, la revision due répertoire de la Compagnie, l’investissant dans de nouveaux talents, car le ballet est responsable de générer une grande partie de la revenu de l’Opéra.
Para comemorar o centenário da mudança de Anna Pavlova para a Ivy House, no norte de Londres, muitos eventos foram realizados este ano. Em março, o Grupo Ensemble organizou a Gala Anna Pavlova, a qual foi artisticamente dirigida por Wayne Eagling. Outros eventos de dança também foram organizados pela Royal Opera House, como “An Intimate Evening with Anna Pavlova.”
Até hoje, Anna Pavlova é conhecida por sua expressividade e paixão com a qual ela interpretava seus papéis. Além disso, a bailarina também era uma mulher de negócios. Ela fundou sua própria companhia, criou papéis para si mesma e foi a primeira bailarina a percorrer o mundo com mundo com sua trupe. Leia mais aqui
“Voltando para casa em uma Milão, que agora parece tão falsa quanto um reality show. A única coisa que posso fazer completar esta viagem é voltar para o meu mundo, e dançar para a África.” - Roberto Bolle
Foto: Roberto Bolle via Opera Chic
Por Juliana Araújo
Para quem não sabe, Roberto Bolle não apenas é apenas um rosto bonito estampado nas revistas de moda italianas. Além disso, o bailarino étoile do American Ballet Theatre e do Alla Scala de Milão, foi nomeado embaixador da boa vontade da UNICEF em 1999 durante uma noite de gala no Teatro dell’Opera em Roma. Leia mais aqui
Descobri o CTRL+ALT+DANÇA durante minhas pesquisas sobre dança na Internet. Desde então, comecei a acompanhar de perto suas publicações que me fazem refletir sobre a dança no Brasil.
Seguindo a linha contemporânea, o site nos traz notícias sobre eventos, críticas e ensaios que dão margem à reflexão sobre o papel da dança no país.
Fico sempre encantada com suas publicações o que simplesmente prova que tenho muito a aprender. Então eu decidi compartilhar a minha nova descoberta com vocês. Aproveitem!
“… a estréia de La Bayadère foi mais do que um ballet para Rudolf e todos ao seu redor. Esta é a idéia de que eu amo em relação ao La Bayadère – é que você tem alguém à beira da morte, que está morrendo, e em vez de sua morte, ele nos dá esse ballet maravilhoso.” - Laurent Hilaire
“Ballo” é um ballet clássico muito em alta velocidade. Passos virtuosos o mais rápido possível, é um ballet muito alegre, feliz edificante. A música é tão cheia de energia, te dá oxigênio. É um exemplo maravilhoso de Balanchine sendo mais neoclássico e expandindo seu vocabulário de dança.” - Merrill Ashley
Foto: Merrill Ashley by Martha Swope photo via Nurturing First
Por Juliana Araújo
Como parte da double bill de de Maio/Junho, Ballo della Regina foi apresentado nesta temporada, juntamente com La Sylphide pelo Royal Ballet de Londres.
No dia 12 de junho último, os bailarinos fizeram um show impecável. A peça é uma obra-prima, e nos mostrou a técnica de Balanchine traduzida no ritmo rápido, destaque no uso da parte superior do corpo e arabesques voltados para o público. Com extensões de tirar o fôlego, os bailarinos realizaram seus paços com uma velocidade impressionante, como se seus pés fossem lâminas a cortar o chão. Leia mais aqui
“Never forget who you are while doing this magnificent profession. Dancers are artisans; it requires enormous amounts of work. You must be interested in other forms of art to enrich and inspire you. Respect your partners and those who work with you. Stay humble because you know there is always someone who can be better than you!” Aurélie Dupont
Photo via L’Express
Photos via Les films d’ici
“I don’t have the desire to please at any price. I dance because I love it and to put myself on the line. I want to discover myself, extend my range as an artist. In the end—it’s selfish!”